Stephen Hawking e o balde de gelo na cabeça de Richard Dawkins


Stephen Hawking é um gênio. Segundo matéria d’O Globo (de 24/09/2014), Hawking causou euforia ao questionar a ideia de que Deus criou o universo. Ainda continuo achando Hawking um gênio, mas vejo aqui um deslize do astrofísico: “incorreu” em metafísica. Seja a abordagem de teístas ou de ateístas, Deus é questão metafísica por excelência. Além de amor, acho que precisamos de mais metafísica! Os degladiadores ateístas não percebem, na poética da poiésis (pleunasmo?) a explicação “científica” da época. Quando, no gênesis, se lê que “Deus fez [céu-terra-luz-frutos-animais-etc] e viu que era bom”, está ali uma tentativa de se explicar o universo, com os recursos que se dispunha na época. Os filósofos, desde os pré-socráticos, também tinham histórias inverossímeis sobre as criações das coisas. Ademais, até posso compreender que Hawking esteja tentando alfinetar setores mais radicais, que não se prestam a um diálogo entre fé e religião. Por outro lado, segundo O Globo, remete diretamente ao cristianismo, coincidentemente, o mesmo ingrediente fundamental, tanto quanto a cultura grega e o expansionismo/imperialismo romano, para a constituição não somente da filosofia, mas do pensamento do ocidente: os tripés da noção de “universal”.

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“A Dança do Tempo”


Estava navegando na internet e encontrei este vídeo no Youtube de uma música que escrevi para uma peça de teatro da Cia dos Ditos Cujos chamada “Amor que é de mentira ou mentira que é de amor“.

Escrevi a melodia e mostrei para Bruno Menegatti (viola) e Maurício Braz (clarinete) e então criamos o arranjo coletivamente junto com a encenação dos atores para a qual ela foi criada. Foi uma experiência muito interessante tocar com estes dois grandes amigos e músicos.

A música tocada por nós — trio Choros e Serestas — pode ser ouvida no vídeo: