Fórum de Partilha de Práticas em Educação Musical


Este e-mail foi enviado por mim na lista professoresdemusicadobrasil@googlegroups.com (para participar, envie um e-mail para a moderação em: professoresdemusicadobrasil@gmail.com).

Re-transmita esta mensagem a pessoas que vc achar que possam se interessar.

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Prezad@s Colegas

Há muito tempo venho pensando em algo que gostaria de compartilhar com vcs. Na verdade, só terá algum efeito se isto fizer sentido a vcs tb.

Minha questão parte das seguintes premissas:

1) a implantação e implementação do ensino de música nas escolas está previsto para 2011

2) muitos professores gostariam de ser melhor preparados para atuar na escola (quadro no qual me incluo)
2.1) muitos professores não sabem o que fazer

3) muitos professores conseguem desenvolver trabalhos e atividades belíssimos em sala de aula

4) ninguém sabe tudo

5) todo mundo sabe um pouco

6) a palavra “música” só tem sentido na ação, no contexto
6.1) o que leva à conclusão que as práticas nos mostram diferentes concepções que por vezes não estão formalizadas em discursos teóricos e acadêmicos.

Com base nestes pontos, gostaria de propor um “Fórum de Partilha de Práticas em Educação Musical”.

Antes de mais nada, é importante frisar a diferença entre um relato de prática e uma partilha de prática. O primeiro modelo se dá em forma de relato e já está contemplado nos congressos, simpósios, seminários etc. Já o segundo modelo — o de partilha de práticas — leva em consideração a ação, ou seja, a própria prática apresentada a outros professores. O que quer dizer que, neste momento, os professores se tornam alunos novamente. Alguém poderia objetar que já fazemos isto quando assistimos a cursos, mini-cursos etc.; mas é importante notar que estou falando de professores dando aulas para professores. Mais ainda, professores que eventualmente não possuem uma “produção teórica”, mas que tem muito a dizer.

É um paradigma diferente pois permite que todos aprendam com todos. Isto não é novidade, creio, e meu referencial é a internet e o software livre, no que diz respeito à organização. Com o advento da internet muitos processos colaborativos são colocados em prática: seja um fórum de dúvidas, seja na contribuição de uma tradução ideal, seja na construção de um software. Neste último caso, fica bem clara a diferença entre o paradigma Microsoft (central) e o paradigma Linux (rede colaborativa); este último tem milhares de linhas de programação escritos por dia por milhares de contribuições.

Mas percebam que estou apenas fazendo um paralelo com a internet e computação, NÃO estou sugerindo um site ou algo parecido. Até porque, o Portal do Professor do MEC já se presta a isto e precisamos utilizar mais. Estou querendo saber quem gostaria de participar de um ENCONTRO como este. À guisa de exemplo, se tivermos 48 professores interessados teríamos assim 48 aulas (ministradas por eles para eles mesmos) e realizadas em — exemplo — 6 horários de aula, com 4 salas simultâneas, em dois dias, sendo cada sala com 1 professor mais 7 “alunos”. Cada pessoa conseguiria assistir a 11 “aulas” de seus colegas e deve oferecer uma aula. Destaco, portanto, o caráter presencial do evento.

Não pretendo neste momento fazer justificativas teóricas, pois seriam muitas (minha dissertação, por exemplo). Mas a princípio, gostaria de saber suas opniões e caso haja iniciativas neste sentido, pedir a vcs para trazê-las de modo a contribuir com a formulação da ideia. Mais do que uma proposta de evento, é uma proposta de modelo.

Penso que este encontro não é complicado de se fazer, caso haja chancelas e parcerias com instituições públicas ou privadas (no sentido de se conseguir salas num final de semana por exemplo). Poderíamos fazer encontros regionais e eventualmente um nacional, para conhecer a pluralidade de práticas educacionais dos educadores brasileiros não através de relatos teóricos, mas da própria prática deles próprios. Penso que um encontro como este pode gerar frutífero material para diversos recortes: desde a multiplicação de práticas particulares — em contraposição às “universais” — até a possibilidade de se erigirem novos estudos teóricos a partir de tais encontros.

De momento é isto. Se alguém tiver interesse, manifeste-se na lista, para realizarmos encaminhamentos práticos nesta direção.

Abraços!


Estevão Moreira
Mestrando em Música e Educação – UNIRIO
estevaomoreira.wordpress.com
@estevaomoreira

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