[Tópico 1] Música: problema ontológico ou de linguagem?


[Este texto é parte integrante dos Tópicos de Filosofia, Música e Educação e do livro “Investigações Filosóficas sobre Linguagem, Música e Educação. O que é isso que chamam de Música?” de Estevão Moreira].

Nosso ponto de partida poderia se dar na questão: “o que é música?”. Porém, por mais estranho que possa parecer, não nos interessa a resposta para tal pergunta. O que nos chama a atenção, já de início, é o fato de que a própria pergunta promove um direcionamento da resposta, tendo como paradigma de compreensão a busca do Ser. Tem como base, portanto, a ideia de uma essência à qual se possa referir, a respeito de alguma “coisa” que se aproxime de uma categoria tal ou tal – senão a própria categoria em si mesma – e que está implícita nesta formulação em forma de pergunta. Por outro lado, se reformularmos tal questão, teríamos, por exemplo, na pergunta “o que é isso que chamam de música?” a implicação de outro paradigma de consideração do objeto “música”, partindo do princípio de que possa haver diferentes concepções do que vem a ser “música”, ou – mais além – não necessariamente/tão-somente concepções, mas usos distintos do termo “música”.

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